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10/10/2015

As concordâncias há muito fizeram do repensar um novo caminho para se fazer as mesmas coisas. O repensar, no mais, tornou-se o caminho promissor que nos leva ao caminho escolhido por outro, e que, por não ser o nosso, geralmente não atende nossas necessidades. Precisamos aprender a repensar de uma forma diferente.

Repensar


Diz-se que vivemos no mundo da informação, que estamos mais informados do que nunca e já dizemos, até, que este excesso de informação nos faz mal e que, por isso, nossas relações se encontram mais rasas que nunca. Contra quem posso argumentar? Somos humanos, falamos muito. Mas não se trata mais de um devaneio despretensioso, o mundo se tornou frenético. Sete bilhões de humanos pensando, replicando, criando e expondo ao mesmo tempo podem facilmente se tornar sete bilhões de replicadores mútuos de toda a informação que recebem. Um mundo de "informação"  é, acima de tudo, um mundo de ecos.

A referência a Kant, no título, parece perdida, ledo engano. O último grande filósofo trouxe consigo uma nova forma de pensar e de enxergar o mundo. Não que não tenhamos criado nada desde então, seria um pecado afirmar que a filosofia continuou estática desde sua última obra, seria um pecado igual acreditar que não houve milhões de mudanças na nossa tecnologia e que agora não sonhamos com o que era inimaginável há poucos anos. Mas dispersamos nosso conhecimento de forma heterogênea. Alcançamos as estrelas, mas não a África. Isto não para por aqui, replicamos muito mais informação, em quantidade massiva. As ideias andam em círculos e resultam em ecos e loopings. Principalmente se as informações que recebemos vem da mesma fonte. Tenha novas experiências, não novas como todos, novas únicas, busque a sua unicidade, a sua ipseidade. O que faz de você - adivinhe? - você. Não qualquer outro.

Não haveria de ser pretensão minha afirmar com tanta certeza a necessidade do surgimento do novo? Não digo em pormenores que o novo seja o parque, a montanha, a festa, mas possuímos a necessidade de um novo "novo", de uma nova forma de repensar que não nos faça escolher um novo caminho de outro, mas um novo caminho criado. Isto não chega a arranhar Kant, isto não tem nada a ver com Kant. Irei contra muitos quando disser que não devemos seguir os caminhos dos outros, nem mesmo quando são admiráveis. Há um ponto de vista para cada ponto, um ser que olha o mundo é único. Este é um bom e velho conselho: persiga o que os admiráveis perseguem, mas não trace o mesmo caminho que eles trassam.

2 comentários:

  1. Modo interessante de repensar as coisas. Eu mesma compartilho da opinião de que as coisas precisam ser repensadas, e que o que já existe pode e deve ser usado para que nós mesmos construamos algo novo com base no que é excelente. Boa reflexão! Dá muito o que pensar...

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  2. Olá, Stella! Saiba que sua opinião é sempre bem vinda, mesmo se discordar ;)

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