:::: MENU ::::
  • As respostas para perguntas que poucos fazem.

  • Conteúdo de qualidade, gratuito e legal.

  • Discussões saudáveis. Um espaço para sua opinião.

9/24/2014


"Essenciais como um meio de comunicação e úteis como um meio de distração." Assim, estabelece-se a posição inevitavelmente paradoxa das redes socais. Um meio de comunicação ou de isolamento?

 É inegável que os meios de comunicação são frutos do atual fenômeno da globalização. Não existem mais distâncias intangíveis que escondam algo que as massas queiram ver. Não existem distâncias práticas para a comunicação. Mas até que ponto podemos entender esta comunicação expressa como substituta? Haveriam limitações bio/psicológicas para que as redes sociais de fato não conseguissem suprir as necessidades comunicativas da espécie humana?



A veracidade da comunicação em pauta

 

 O que seria a tão aclamada "verdadeira comunicação" presente nos discursos das pessoas "maduras"? Atualmente, defender que este tipo de comunicação - geralmente definida como "comunicação real", "corpo a corpo" dentre outras nomenclaturas mais incomuns - soa como conservadorismo.

 Não é extremamente útil conviver com a ideia de que todas as pessoas que te interessam estão logo ali, no seu bolso?




* Alguém pensou que ela usou o smarphone para tirar e compartilhar a foto de uma família que estava, por sua vez, usando os smartphones excessivamente?


As definições quanto à verdadeira comunicação ainda não são tão claras. As cidades aproximaram as pessoas cada vez mais fisicamente, na mesma medida que aproximaram também as possibilidades de comunicação. Basta olhar ao redor, ir até a própria calçada, ir até a esquina e chegar à conclusão: Encontrar novos rostos se tornou tão parte da rotina que pouco se pode notar de diferença.

Diferenças próximas

Se a história brasileira - e mundial - comprovou algo, foi a tendência de apoio maior para os movimentos mais barulhentos ou baseados em ideias já implícitas. As diferenças reais, excluindo-se momentaneamente a presença da filosofia - não se mostram tão práticas. Teríamos pouco tempo para entrar em contato com as pessoas que conhecemos. E ainda assim, se tivermos todo esse tempo, excluiríamos boa parte de recém-conhecidos de um contato superficial que garantisse uma futura aproximação. As redes sociais aproximam as pessoas em uma quantidade massivamente maior que as demais formas de contato, por consequência, distancia as relações já existentes terminando por torná-las mais rasas. No fim das contas, ainda não sabemos como lidar com as relações sociais contemporâneas. Elas ainda nos parecem distantes, foscas, e -ironicamente - comuns.

8 anos, realmente, mudaram tudo

Não é um interesse unicamente nosso entender como as relações são criadas hoje em dia. Empresas precisam entender os clientes, aproximar-se dele, vender-lhes o que quiser. Neste ponto, um novo ramo de empresas surgiu - ou aflorou - de forma indescritível. Marketing se tornou a palavra chave de qualquer relação entre cidadãos ou entre empresas. Se o marketing guigou nossa história e ergueu titãs, hoje, ele é incomparável.

E quem entenderia melhor de marketing do que empresas voltadas para comunicação como a  HotWords? Em 2012 a HotWords criou um dos melhores documentários sobre este tema. "5 anos mudaram tudo" conta "nos dedos" as mudanças que guiaram nossa vida até 2012, ou melhor, até hoje.








Qual a função das redes sociais?


Como qualquer invenção, as redes sociais (inventadas por Truscott e Jim Ellis) tiveram seus ideias: compartilhamento de conhecimento. Eram simplesmente um mural onde se viam informações. Como tudo, a evolução inevitável seguiu até chegarmos ao famosos Orkut que logo foi substituído pelos mais que famosos Facebook, Twitter, Linkedin, Google+ Tumblr.
 
Tais redes evoluíram tanto, que chegaram ao ponto de tornarem-se um dos maiores métodos de comunicação à curta, média e longa distância, além de acoplarem compartilhamentos de imagens, vídeos e notícias, disponibilizarem editores de imagens e vídeos e milhões de jogos e aplicativos com centenas ou talvez milhares de utilidades diferentes. Como controlar o uso da internet quando, além de estar em todos os lugares, ela também possui tudo o que precisamos em um primeiro momento?


Qual a diferença entre o contato real e virtual?




Apesar da possibilidade reconfortante, esta separação não se resume ao simples conservadorismo: No contato real ao contrário do apresentado nas redes sociais não há a centralidade totalitária que costuma ser apresentada nas redes sociais. Não se vê somente o que algorítimos complexos definem que você irá gostar e se identificar o suficiente para gritar para o mundo que "curtiu", pelo contrário, há uma complexidade de informações a serem analisadas à fundo, onde nem tudo dito é selecionado para te agradar, em um ambiente construído pelas e para as próprias pessoas.


Na prática, pode-se dizer que no mundo real os sentimentos são mais intensos, a complexidade maior e as relações com menos flores e likes. Mais que isso, pode-se dizer que estas condições aparentemente pouco acolhedoras são responsáveis pela construção necessária para uma sobrevivência plena e sem limites.

E os problemas não terminam por aqui. No livro Fundamentos da Filosofia, da Editora Saraiva, é possível destacar a referência sobre o assunto dada no trecho abaixo:



"A invenção da imprensa, a criação do alfabeto, a criação da linguagem tecnológica, todas essas evoluções contribuíram para a separação da linguagem de leitura inerte e 'indefinida' (física e presente) para as diferenças entre a linguagem física e a linguagem escrita e independente.



[...] antes da criação e adoção do alfabeto na Grécia antiga, eram os poetas que transmitiam oralmente muitos aspectos da cultura. [...] Desse modo, ação e linguagem estavam estreitamente ligadas.



[...] A partir do século IX a.C, desenvolveu-se o alfabeto grego, dando origem a uma transformação de grandes consequências. O relato oral foi perdendo  relevância exclusiva de antes,  pois o texto escrito que se difundia, falava por si mesmo, e para 'escutá-lo' não era necessário mais um orador.[...]



Segundo Ong, a linguagem escrita também separou o autor do discurso (ou texto) de seus 'ouvintes' (ou leitores), dificultando ou impossibilitando a interação e a interlocução -que antes era comum- entre orador e comunidade [...]



Algo semelhante às duas revoluções anteriores está acontecendo nas últimas décadas, o problema da distância para comunicação praticamente acabou, ao menos em tese.



Em que implica tudo isso? O impacto das novas tecnologias comunicacionais tem sido muito discutido pelos estudiosos. Talvez esteja havendo, em certa medida, uma retomada da linguagem de ação dos primeiros tempos, só que agora de forma mais democrática, já que cada um pode relatar os acontecimentos e interagir com a 'comunidade' recebendo de volta outras percepções.



Paralelamente, a possibilidade do texto eletrônico também está ampliando  o acesso às bibliotecas do mundo inteiro, promovendo ainda mais a linguagem de reflexão.



(Fundamentos de filosofia; Editora Saraiva:
Gilberto Coutrim e Mirna Fernandes)

Um novo jeito de mentir

 

 O quão feliz você é? O quanto essa escala de felicidade pode variar? Uma pesquisa recente revelou que redes sociais podem te deixar mais triste. Mas até onde há sinceridade no que vemos de bom? O vídeo ilustrativo abaixo (apesar de clichê) exibe claramente que nem todas as informações disponibilizadas refletem a realidade.






Acusar a rede social de facilitar mentiras parece simples, uma vida voltada para este tipo de comunicação não é saudável, hoje, pode-se dizer que o outro extremo - negar qualquer contato com tecnologia contemporânea - também não. O principal fato que deve ser posto de maneira fixa neste abaixo deste pequeno subtítulo é que a vida perfeita por trás de casais felizes ou pessoas lindas é, simplemsente, tão ruim quanto a sua... talvez um pouco melhor - ou pior. As redes sociais não são o melhor lugar para se obter informações nem notícias e isto se aplica a sua própria vida.


Privacidade: quando ela resolveu sumir

 

Se nos demais subtemas abordados eu resolvi deixar claro que havia uma relação contrária entre algoritmos e vida real não foi por mera coincidência. Há a necessidade de se conseguir cada vez mais uma qualidade midiática de marketing e de atração. Não é por acaso que a Microsoft te surpreende com o seu comercial de um smartphone recém lançado  assim que você procura por vídeos sobre telefones móveis no Youtube. Sua privacidade pode ser contida por círculos, amigos, seguidores, grupos ou usuários. Mas ,por culpa dos termos assinados por você mesmo, sua relação com as empresas é miseravelmente dependente do "roubo" de suas informações.

Infelizmente, o roubo de suas informações, e neste caso não uso a palavra "roubo" em sentido figurado, não se restringe as empresas e ao marketing. O próprio governo possui interesses obscuros que violam o direito de representatividade cedido pela população.  Agências de espionagem como a FSB, IIS, CIA e a atualmente famosa NSA, obtêm informações que é acredito que em sã consciência não entregaríamos tão facilmente. O intuito de se obter estas informações? Para uma resposta adequada, assista o vídeo abaixo.





Apesar da polêmica e da necessidade admitida por mim de levar este tema para uma nova abordagem voltada para a discussão da privacidade em si, o fato é que dentro das redes sociais não temos como nos defender do governo ou dos olhos - de águia - das empresas. A não ser que não utilizemos estes produtos. Isto, óbvio, além de seguirmos ao menos regras básicas de segurança. Estas regras podem se encontradas em um dos nosso Manuais de Sobrevivência que pode ser acessado clicando aqui.

O que ainda falta na comunicação virtual


Responderia com algo como: "Boa parte do que há na ficção". Experiências completas necessitam de que o cérebro as entenda como tal, assim, cheiros, toque e sons são passos desafiadores que serão, muito provavelmente, dados daqui a pouco tempo.

* Refiro ao toque como ainda inalcançado e digno de desenvolvimento em futuros distantes simplesmente porque a finalidade de ternura ou ódio ainda não existe. No momento, tudo ainda se resume a robótica visível (quando se trata deste tipo de serviço).

Arriscando mais do que um guru deveria fazer, acredito que a ideia de experiência completa ainda se tornará obsoleta, o conhecimento do público quanto a qualquer relação será claramente oposto durante o desenvolvimento das primeiras tecnologias dessa natureza, e se qualquer dúvida ainda é existente peço que - se não o fez - clique em "robótica visível" (acima) e, por favor, não esconda a sua ojeriza.


 

O que o futuro ainda guarda 

 Concordaria de olhos fechados com Dr. Astro Teller, diretor de comunicação da Google, se o ouvisse de longe quando afirmou que com o passar do tempo a internet se desenvolveria ao ponto de não notarmos sua existência. Que passaria a permear tudo e que se aproximaria de algo como a "Força" de Star Wars - o mais cômico é que odeio os filmes. Acredito que isto é a aposta mais sensata para o futuro, e se um desenvolvimento dessa natureza é possível, não seria então possível encontrar uma maior gama de "ilusões" nos melhores e piores sentidos da palavra?




  E quanto a sua opinião? Há algo que a tecnologia nunca suprirá com o tempo? Deixe seu comentário abaixo.


Algo a dizer? Contate-nos